segunda-feira, 3 de junho de 2013

Experiências com a Leitura/Escrita

MARIA DE FÁTIMA VIANA BRAGA (01/06/2013) Durante a minha infância/adolescência a leitura não foi um grande atrativo, realizava-a como uma obrigação. Nascida em uma minúscula cidade (Cássia de Coqueiros-SP), onde revistas era raridade e jornal era privilégio do “farmacêutico” da cidade (que o recebia uma vez por semana) restava-me contar com os livros da biblioteca da escola. Confesso que a único nome associado à leitura em minha infância é Monteiro Lobato, não porque eu gostava, mas porque era imposto para eu ler. Já na adolescência uma das únicas leituras atrativas eram as revistas de fotonovelas, nesta fase, “Graciliano Ramos” e “Machado de Assis” reduziram ainda mais meu entusiasmo pela leitura. Vocês devem estar pensando “que horror”, más foi exatamente assim. Meu gosto pela leitura somente surgiu na fase adulta, oriunda do meu amadurecimento e da percepção de que a leitura além de abrir meus horizontes, me capacitar para a vida, pode ser extremamente prazerosa. Hoje a leitura se tornou uma grande amiga e aliada e sinto não ter sido conquistada por ela há mais tempo.

ROSANA CLAUDIA RODRIGUES DOS SANTOS (02/06/2013) Como filha de professora primária, o contato com a leitura e escrita foi algo normal. Só percebi que era privilegiada quando entrei na escola e percebi que muitos amigos só tinham contato com livros na escola. Isto me proporcionou uma grande facilidade na escrita das “composições” como eram chamadas as redações no primário. No ginásio, aprendi que a leitura me ajudava e muito na argumentação, tanto nas aulas de História e Geografia, e também em Matemática, onde o professor Paulo Monteiro ( o Paulão) me incentivava a justificar e explicar o meu raciocínio por escrito, o que fez com que eu me apaixonasse por matemática desde aquela época e é esta prática argumentativa, tanto oral como escrita,  que tento resgatar em meus alunos. Tive também uma excelente professora de Português, dona Maria Helena, que ensinou a mim e a meus colegas o prazer da leitura e a importância de nossos escritos, que eram lidos em voz alta, muitas vezes por ela, que se emocionava muitas vezes com as redações de seus alunos e nos emocionava também com esta atitude de carinho e compreensão demonstrada apenas com uma leitura. 

RENATO DIAS PALOMBO (03/06/2013) Lembro como se fosse hoje do dia em que consegui escrever meu próprio nome por completo, momento mágico! Foi na aula da professora Núbia, no primeiro ano do ensino fundamental. Meu primeiro contato com a leitura foi através de gibis, passava horas com minha coleção da turma da Mônica... apaixonante! O tempo passou e com ele novos desafios surgiram, como o ingresso na universidade. Foi a partir do ensino médio que tive maior contato com livros de literatura, principalmente no curso pré-vestibular. Foi nesse mesmo período onde tive que exercitar mais a escrita, através de redações sobre temas variados.

Acredito que a leitura cumpre um papel imprescindível na escrita e que para se formar como leitor e escritor é necessário exercer essas práticas. Como professor, penso que é fundamental a busca pelo conhecimento para se manter bem informado. Não só conhecimento da disciplina que leciono, mas conhecimento geral que enriquece minha visão de mundo. Atualmente tenho me dedicado mais a leitura sobre Matemática e afins, mas não deixo de visitar portais de notícias, revistas e jornais pela internet diariamente. 

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