MARIA DE
FÁTIMA VIANA BRAGA (01/06/2013)
Durante a minha infância/adolescência a leitura não foi um grande atrativo,
realizava-a como uma obrigação. Nascida em uma minúscula cidade (Cássia de
Coqueiros-SP), onde revistas era raridade e jornal era privilégio do
“farmacêutico” da cidade (que o recebia uma vez por semana) restava-me contar
com os livros da biblioteca da escola. Confesso que a único nome associado à
leitura em minha infância é Monteiro Lobato, não porque eu gostava, mas porque
era imposto para eu ler. Já na adolescência uma das únicas leituras atrativas
eram as revistas de fotonovelas, nesta fase, “Graciliano Ramos” e “Machado de
Assis” reduziram ainda mais meu entusiasmo pela leitura. Vocês devem estar
pensando “que horror”, más foi exatamente assim. Meu gosto pela leitura somente
surgiu na fase adulta, oriunda do meu amadurecimento e da percepção de que a
leitura além de abrir meus horizontes, me capacitar para a vida, pode ser
extremamente prazerosa. Hoje a leitura se tornou uma grande amiga e aliada e
sinto não ter sido conquistada por ela há mais tempo.
ROSANA CLAUDIA RODRIGUES DOS SANTOS
(02/06/2013) Como filha de professora primária, o contato
com a leitura e escrita foi algo normal. Só percebi que era privilegiada quando
entrei na escola e percebi que muitos amigos só tinham contato com livros na
escola. Isto me proporcionou uma grande facilidade na escrita das “composições”
como eram chamadas as redações no primário. No ginásio, aprendi que a leitura
me ajudava e muito na argumentação, tanto nas aulas de História e Geografia, e
também em Matemática, onde o professor Paulo Monteiro ( o Paulão) me
incentivava a justificar e explicar o meu raciocínio por escrito, o que fez com
que eu me apaixonasse por matemática desde aquela época e é esta prática
argumentativa, tanto oral como escrita, que tento resgatar em meus
alunos. Tive também uma excelente professora de Português, dona Maria Helena,
que ensinou a mim e a meus colegas o prazer da leitura e a importância de
nossos escritos, que eram lidos em voz alta, muitas vezes por ela, que se
emocionava muitas vezes com as redações de seus alunos e nos emocionava também
com esta atitude de carinho e compreensão demonstrada apenas com uma
leitura.
RENATO DIAS PALOMBO (03/06/2013) Lembro
como se fosse hoje do dia em que consegui escrever meu próprio nome por
completo, momento mágico! Foi na aula da professora Núbia, no primeiro ano do
ensino fundamental. Meu primeiro contato com a leitura foi através de gibis,
passava horas com minha coleção da turma da Mônica... apaixonante! O tempo
passou e com ele novos desafios surgiram, como o ingresso na universidade. Foi
a partir do ensino médio que tive maior contato com livros de literatura,
principalmente no curso pré-vestibular. Foi nesse mesmo período onde tive que
exercitar mais a escrita, através de redações sobre temas variados.
Acredito que a leitura cumpre
um papel imprescindível na escrita e que para se formar como leitor e escritor
é necessário exercer essas práticas. Como professor, penso que é fundamental a
busca pelo conhecimento para se manter bem informado. Não só conhecimento da
disciplina que leciono, mas conhecimento geral que enriquece minha visão de
mundo. Atualmente tenho me dedicado mais a leitura sobre Matemática e afins,
mas não deixo de visitar portais de notícias, revistas e jornais pela internet
diariamente.
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